segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Estamos de volta

Bastante tempo sem escrever, mas estamos recomeçando as nossas atividades na horta faz dois meses. A primeira tarefa foi limpar os canteiros das áreas 1 e 2 que foram totalmente ocupados por ervas daninhas ou indicadoras. Várias espécies ocuparam o lugar que antes era das hortaliças que foram colhidas no período de abril, maio e junho. Ficaram apenas três canteiros que ainda estão produzindo espinafre e um canteiro com três mudas de berinjela e uma de pimenta. Finalmente a berinjela está se desenvolvendo bem. Desde o início da horta, a berinjela foi uma das hortaliças que parecia não estar adaptada ao local.


Nessa nova etapa decidimos preparar os canteiros com Bokashi, mais especificamente, o Garden Bokashi adquirido da Korin. O produto foi incorporado em nove canteiros da área 1 no dia 29/10/2015. No dia 1/11 fizemos novas sementeiras (brócolis, tomate, tomate cereja, rúcula, jiló, cenoura, berinjela, couve), também com um produto da Korin, o Plant Bokashi.


No último sábado (14/11), começamos o transplante de algumas mudas (couve) e também semeamos diretamente no canteiro sementes de salsa.

domingo, 28 de junho de 2015

Saudades da horta!

Há quase três semanas que não vou ao sítio. João e Mari estão acompanhando a horta e mandando notícias! A foto do brócolis indica que tudo está muito bem!


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Post dedicado à "bicharada"

Mais de um mês sem escrever no blog! O trabalho consumiu todo o meu tempo no mês de Maio, mas valeu a pena! 
Vou resumir este post nas observações que fizemos neste período e que podem se resumir na invasão da "bicharada" na horta, além das formigas, é claro, que já fazem parte do nosso cotidiano. 
Observamos vários tipos de larvas, em várias hortaliças, nenhuma delas ainda foi identificada, nem tampouco fizemos qualquer tipo de manejo, a não ser a catação manual e a retirada para acompanhar o desenvolvimento de algumas delas.
O maracujá foi atacado (aparentemente) por duas espécies diferentes de larvas.


Essas larvas foram colocadas em uma caixa, na tentativa de acompanhar seu desenvolvimento, mas as menores não sobreviveram (falta de alimento? competição?). A da esquerda, maior, está em estágio de pupa, pela última observação que fizemos no dia 6/6.
Dois tipos diferentes de larvas atacaram também a couve.




A larva da esquerda também apareceu no brócolis. Essas duas espécies não foram retiradas das hortaliças que, aparentemente, estão resistindo, já que somente algumas folhas foram atacadas.
A moranga também não escapou....


E a berinjela foi atacada pelos pulgões. A berinjela é uma das hortaliças que está com o desenvolvimento bastante lento, ainda não identificamos as razões. 
 Mas não foi somente a "bicharada" que resolveu aparecer. A nossa pequena plantação de tomates foi totalmente perdida e pelo que pudemos observar, ocorreu a proliferação de um fungo que, ao que tudo indica, se trata de uma espécie do gênero Alternaria.



Além da observação dos animais e fungos visitantes da nossa horta, também montamos um composto 100% vegetal, à base de torta de mamona e capim, a partir de informações da Embrapa/Agrobiologia (https://www.youtube.com/watch?v=Af0IhGWge2U&feature=youtu.be). Após quase um mês da montagem, não ocorreu elevação de temperatura, o que nos sugere deficiência de micro-organismos decompositores.


Neste período colhemos rúcula e espinafre que, por sinal, são hortaliças que têm se desenvolvido muito bem nesta primeira área, além de couve e milho.

sábado, 2 de maio de 2015

Colheita e insetos

Hoje (2/5) tivemos mais um dia tranquilo no sítio. Fizemos a limpeza dos canteiros, pois estão surgindo diferentes tipos de plantas (além das tiriricas e das azedinhas) que, por enquanto, estão sendo consideradas daninhas. Não estamos retirando todas, somente aquelas que estão mais próximas das mudas. Identificar essas plantas é emergencial, mas o tempo não tem permitido um estudo mais detalhado, já que estamos nos dedicando à horta apenas uma vez por semana.
As mudas da área 2, transplantadas no dia 21/4, estão se desenvolvendo bem, com exceção das mudas de beterrabas e das salsinhas. As mudas da área 1 estão crescendo melhor do que imaginávamos, porém as três abobrinhas sofreram com as chuvas da semana passada e não resistiram.



As cenouras, transplantadas em mudas, também foram colhidas hoje. Como já era de se esperar, tendo em vista que foram plantadas durante o verão (Janeiro), não se desenvolveram de forma adequada (raízes pequenas, descoloridas e tortas). Deixamos somente dois pés, um, inclusive com flores, para coletarmos as sementes.




Fizemos a colheita de algumas folhas de rúcula, uma das plantas que tem se desenvolvido melhor na área 1.


Percebemos a presença de ovinhos amarelos, nas folhas de rúcula e de maracujá. A hipótese inicial é que se trata de ovos da borboleta Dione juno juno que, por sinal, é considerada uma praga, já que as larvas se alimentam das folhas desta planta. O controle deve ocorrer com a retirada das folhas que poderão ser colocadas em um caixa com tela, para que os ovos se desenvolvam em lagartas e, por sua vez, se desenvolvem em pupas e borboletas.

Ovos na rúcula
Ovos no maracujá

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Saudades e mais visitas!

Ficamos duas semanas sem ir ao sítio! Eu estava com muitas saudades e muito curiosa para verificar o desenvolvimento das mudas. No último sábado que estivemos no sítio (4/4) fizemos a manutenção dos canteiros, retirando as plantas consideradas daninhas (já que ainda não foram identificadas) e fazendo a rega, pois as chuvas haviam cessado; recebemos a visita da Maysa, filha do João e da Mari e da Beatriz, minha filha; o João inaugurou o lago que, diga-se de passagem, ficou lindo;  fizemos a semeadura direta de cenoura consorciada com cebolinha e transplantamos as mudas da abóbora brasileira,  iniciando o plantio da área 2.

Na segunda (20/4) estivemos no sítio e tivemos a grata surpresa de que as nossas mudinhas estão muito bem, apesar de todos os contratempos (formigas, estiolamento). 



Neste período em que não estivemos no sítio, o Benedito ficou encarregado das regas, mas não dos cuidados com os canteiros. Sendo assim, muitas plantas daninhas para serem retiradas. Algumas novas, em relação àquelas mais comuns. 
Foi um dia intenso de trabalho, mas também de diversão. Estavam conosco a Sarah, a filha do João e da Mari, a Beatriz e o Kleber, amigo querido de longa data.
Fizemos a manutenção dos canteiros e o transplante das mudas das sementeiras. Os canteiros da área 2 estão com a seguinte configuração:




segunda-feira, 30 de março de 2015

Recebemos visita! :) :) :) :)

No sábado (28/3), a Suzana Martins esteve conosco no sítio! Além de ser amiga de longa data e muito querida, a Suzana é especialista em Botânica e tem nos orientado bastante, principalmente no reconhecimento das plantas exóticas e nativas presentes no sítio. No sábado ela também deu umas dicas para o controle das tiriricas e na identificação de outras espécies daninhas que estão aparecendo nos canteiros. E por incrível que pareça, conseguimos parar um pouquinho o trabalho e ir almoçar em Taiaçupeba. Normalmente, não conseguimos!

As atividades de sábado incluíram: 
- catação das tiriricas e das azedinhas dos canteiros (principalmente no entorno das hortaliças) e de uma outra espécie que acreditamos ser daninha, mas que ainda não conseguimos identificar; 
- regamos os canteiros, pois as chuvas intensas diminuíram e o solo dos canteiros estava bastante seco;
- avaliamos as mudas das hortaliças e pudemos identificar que o desenvolvimento está normal (com exceção do repolho e couve-flor)
- identificamos novos focos de formigas nos canteiros, sendo que é emergencial o controle deste inseto. 
- reviramos a pilha de composto que ainda está com temperatura muito baixa.
- avaliamos as sementeiras - ocorreu germinação somente das sementes de alface.




No próximo sábado pretendemos aplicar uma solução com folhas de mamona, cal e enxofre, na tentativa de controle das formigas.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Novas sementeiras e cuidados com o composto

O último sábado (21/3) foi um dia tranquilo. Apesar do relato da semana passada indicar que as mudas não estavam se desenvolvendo da forma como esperávamos, pudemos constatar que a grande maioria parece estar resistindo bem. Com exceção das mudas de repolho e couve-flor que foram transplantadas estioladas, as demais estão crescendo, com muitas folhas novas.


Fizemos a limpeza dos canteiros, removendo as tiriricas que ainda insistem em crescer. Identificamos novos formigueiros em toda a extensão da horta, inclusive no canteiro das abobrinhas, mas não havia nenhum indício de que as mudas tenham sido atacadas. Tanto a abobrinha como a moranga estão com flores.


No sábado também demos uma atenção ao composto que estava um pouco esquecido e encharcado devido às fortes chuvas que têm caído na região. Reviramos e deixamos sem cobrir durante toda a manhã, já que a temperatura estava muito baixa, mostrando que a fermentação não estava ocorrendo de forma adequada. Faremos uma nova avaliação no próximo sábado.

Plantamos novas sementes, pois em meados de Abril pretendemos iniciar o plantio nos canteiros da área 2.


quarta-feira, 18 de março de 2015

Avaliação das mudas da área 1

No sábado (14/3) fizemos a avaliação das mudas transplantadas nos sábados anteriores. Observamos que as mudas, aparentemente, não estão se desenvolvendo da forma esperada. Algumas morreram e outras estão muito pequenas, apesar de estarem com folhinhas novas. As mudas de melão não se desenvolveram. As mudas de tomate são as que estão apresentando um desenvolvimento mais adequado ao esperado.












Levantamos algumas hipóteses para esse fato:

1) As mudas foram transplantadas antes do tempo, ainda pequenas;
2) O excesso de chuvas está prejudicando o desenvolvimento das mudas;
3) O período de plantio (fevereiro) não é adequado para as hortaliças escolhidas.

De uma certa forma, a 3a. hipótese já era de nosso conhecimento, mas tínhamos em mente que a área 1 seria uma área de estudo e testes.
Com exceção da abobrinha e berinjela, todas as demais (beterraba, brócolis, cenoura, couve, couve-flor, espinafre, repolho) tem como indicação de melhor época de plantio os meses de Abril a Junho.

A 2a. hipótese também é viável, já que identificamos que as raízes do gengibre estavam apodrecidas, o que indica grande infiltração de água no solo. 


Além deste fato, ao cavarmos buracos (mais ou menos 50 cm) para colocar a madeira que deu suporte ao sombrite, do novo local das sementeiras, observamos que a água minava do solo. Essa pode ser uma indicação de que a horta não está em um local adequado (em uma baixada e próxima a um local que era um antigo lago).

Quanto à 1a. hipótese, não estamos considerando, pois as mudas, ao serem transplantadas tinham 20 dias após semeadura.

Foi construído também um novo local para as sementarias da área 2, já que faremos a semeadura no próximo sábado (21/3), para que o transplante ocorra no começo de Abril.



terça-feira, 10 de março de 2015

Finalizando o plantio das mudas na área 1

No dia 28/2, O Benedito, caseiro do sítio, já havia montado os doze canteiros e estes estavam devidamente protegidos com cobertura vegetal seca. Nas semanas anteriores já havíamos transplantado para os canteiros a abobrinha, a berinjela, o coentro e a cenoura (sementeira). Neste sábado realizamos o plantio das mudas de couve-flor e repolho (das sementeiras), bem como as mudas de camomila, adquiridas em uma loja de plantas. Neste sábado também identificamos que, mesmo as mudas de abobrinha, berinjela, do manjericão e do maracujá terem sido atacadas pelas formigas, elas estão se desenvolvendo normalmente. Não observamos germinação das sementes de gergelim que foram espalhadas no entorno da área, na semana anterior. Continuamos com a catação manual das tiriricas, cuja população diminuiu consideravelmente. 

No dia 7/3 finalizamos o plantio das mudas nos demais canteiros. Foram transplantadas as mudas de beterraba, espinafre, brócolis, rúcula e couve-manteiga (das sementeiras) e uma muda de melissa, fornecida pelo vizinho, o Valcir. Além da melissa, o Valcir nos forneceu sementes de quiabo (plantadas para germinação) e mudas de taioba que foram plantadas no entorno da área 2. 



Para compor o entorno da área 2 também foi plantado neste sábado chuchu.

Apesar de termos o projeto inicial da área 1, em relação ao entorno e às hortaliças que seriam plantadas em cada canteiro, ocorreram algumas modificações, em função de alguns probleminhas nesta trajetória (estiolamento das mudas, formigas, disponibilidade de sementes). Sendo assim, a disposição dos canteiros ficou dessa forma:



Ainda no sábado fizemos a catação manual de tiriricas e plantamos as mudas de melão. As mudas de berinjela apresentam um aspecto amarelado e com manchas nas folhas. Se faz necessário identificar se é um problema com alguma deficiência nos nutrientes do solo ou se é algum tipo de praga.



Identificamos dois formigueiros, próximos ao local de plantio do melão. Ao mexermos no formigueiro, constatamos a presença de muitos ovos, o que preocupa bastante, pois precisamos fazer um controle da população deste inseto no sítio. Jogamos algumas sementes de gergelim que foram muito bem recebidas pelas formigas, pois observamos que, além de carregar os ovos para um local seguro (após termos mexido), elas carregavam também as sementes de gergelim. Precisamos estudar um pouquinho mais como poderá ser feito o controle das formigas usando essa planta.



domingo, 22 de fevereiro de 2015

Avaliando os canteiros

Vamos começar pelas boas notícias do trabalho na horta, no dia 14/2. O local das sementeiras, mesmo improvisado, está se mostrando eficaz, para a germinação e para o desenvolvimentos das espécies escolhidas para plantio. Com exceção das sementes do espinafre, todas as outras, plantadas no dia 9/2, germinaram e estão apresentando um ótimo desenvolvimento. As mudas anteriores que apresentaram estiolamento estão se recuperando.




Fizemos um novo canteiro na área 1, no qual plantamos mudas de camomila e transplantamos algumas mudas de tomate.  Neste dia também iniciamos o plantio de mudas de capim cidreira, iniciando a composição do entorno da área 2.














A má notícia, mas que não foi surpresa, é que as formigas resolveram aparecer e "atacaram" as abobrinhas, o manjericão e o maracujá. As formigas é uma das espécies que irá merecer nossa atenção, já que o controle estará baseado somente em práticas isentas da utilização de inseticidas ou qualquer outro tipo de agrotóxico.












Optamos, neste primeiro momento, fazer o controle a partir de orientações da Circular Técnica da Embrapa "Recomendações para o Controle de Pragas em Hortas Urbanas", fazendo o plantio de gergelim, no entorno da área 1. Segundo esta circular " Embora o gergelim seja atacado pelas formigas cortadeiras, substâncias químicas presentes neste vegetal afetam negativamente a vida das saúvas e reduzem o tamanho do formigueiro".

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Os quatro primeiros canteiros

Ontem, domingo (8/2) fizemos os primeiros 4 canteiros da área 1. Transplantamos para esses canteiros as mudas que não estavam estioladas: abobrinha, berinjela, coentro e cenoura. O coentro e a cenoura são, normalmente, semeadas diretamente nos canteiros, mas decidimos fazer um teste com o plantio indireto, já que estávamos esperando os 30 dias de descanso do solo, após a aplicação da compostagem.














Outro procedimento deste domingo foi refazer algumas das sementeiras (beterraba, couve, brócolis, espinafre). Fizemos também uma sementeira de rúcula. Conseguimos, neste lote, sementes produzidas sem o uso de defensivos (Isla sementes). 
O local das sementeiras também foi modificado (por enquanto de forma provisória) na tentativa de estabelecer condições mais adequadas para a germinação das sementes e desenvolvimento nos primeiros dias. Isso até construirmos um local definitivo para as futuras sementeiras da área 2.












terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Preparação do entorno da área 1

Sábado (31/01) foi um dia intenso e produtivo no sítio Capim Cheiroso.
Inicialmente, improvisamos um local para as sementeiras com sombrite, na tentativa de recuperar algumas mudas que ainda se mostram estioladas. Caso as mudas não se recuperem, iremos refazer as sementeiras.



Outra providência foi a preparação do entorno da área 1, tendo em vista iniciar o aumento da diversidade que irá compor os canteiros desta área.

Plantamos manjericão, boldo e lavanda em três dos quatro lados da área 1. O pé de maracujá foi plantado em um dos cantos, entre o manjericão e a lavanda.




Para estabelecer os limites entre as áreas 1/2 e futuras áreas 3/4 plantamos gengibre. Temos um interesse alimentício (raiz) e paisagístico (flores) nesta planta.




Para finalizar, transplantamos duas mudas de Helicônias da mata para a área de entrada da horta. A ideia é reproduzir uma paisagem diversificada na horta.





domingo, 25 de janeiro de 2015

Observação do solo e das sementeiras

No sábado (24/01) fizemos uma avaliação dos preparativos iniciais para implantação da horta, tanto do solo como das sementes que foram semeadas no dia 12/01.
O solo, apesar de estar em descanso, coberto por folhas secas, apresenta, em toda a sua extensão, uma erva daninha muito comum: a tiririca (Cyperus rotundus). Segundo a Embrapa, a tiririca pode reduzir a produção de hortaliças em até 90%. Dessa forma, o controle se faz necessário, mas sem a utilização de herbicidas. Optamos pelo controle mecânico de catação manual, já que a área inicial de plantio é pequena.
Em relação às sementes, consideramos que mais de 70% germinaram. Utilizamos para semeadura, recipientes que serviam de comedouros de coelhos (a criação de coelhos era a atividade do antigo proprietário do sítio). 
Observamos que, apesar da excelente germinação, as plantas se mostram estioladas. O estiolamento é um fenômeno que ocorre quando as sementes são submetidas a condições de baixa luminosidade. Os caules ficam longos e as folhas pequenas. Plantas estioladas apresentam clorose, não sintetizam clorofila. 
Esse fato ocorreu, pois ainda não temos um local adequado para as sementeiras. Os recipientes com as sementes foram deixados na varanda da casa, não recebendo luminosidade adequada. Precisamos providenciar sombrite e montar um local adequado para as sementes que irão ser cultivadas na área 2. Por enquanto, mudamos o local das sementeiras, na tentativa de recuperação dessas mudas.

Fotos das sementeiras com as plantas estioladas



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O projeto inicial

Em meados de Novembro/2014 demos início à estruturação do projeto inicial da horta orgânica. Tomamos como referência de estudo os manuais técnicos da Embrapa (Organização da propriedade no Sistema Orgânico de Produção e Manejo de Pragas em Hortaliças durante a Transição Agroecológica). Segundo esses manuais, "o termo agricultura orgânica está mais associado ao conceito de organismo agrícola do que ao uso de adubação orgânica....". Ressaltam também que "muitas correntes da agricultura orgânica advogam que devem ser estabelecidas ligações entre todas as formas de matéria e energia presentes na propriedade para se aproximar do equilíbrio do ambiente natural".
Sendo assim, nosso projeto está baseado em garantir a diversidade não só das espécies de hortaliças cultivadas, como também da paisagem. Pretendemos garantir essa diversidade cultivando, além das hortaliças, plantas ornamentais e medicinais.
Outro aspecto que foi observado consiste na própria estruturação da área de cultivo que, além dos canteiros, contará com cordões de entorno (sevem de abrigo para inimigos naturais de pragas); áreas de refúgio (preservação e atração de inimigos naturais de pragas) e áreas de pousio (garantem o "descanso" do solo). Está previsto também a rotação de culturas, na medida em que a horta for ampliada.
Serão cultivadas plantas aromáticas medicinais em alguns dos canteiros, visando proteger contra possíveis ataques de insetos. Em relação ao consorciamento de culturas, está previsto somente a associação de cenoura e beterraba com cravo-de-defunto (Tagetes sp). A ideia é aprofundar o estudo deste conceito, visando implementá-lo futuramente.
A área inicial a ser utilizada pela horta corresponde a 288 metros quadrados, divididos em duas áreas de 144 metros quadrados (área 1 e área 2). Ambas apresentarão 3,20 m de largura por 9,20 m de comprimento. Serão 12 canteiros de 0,80 m por 2,00 m. O espaçamento entre os canteiros será de 0,40 m


Na área 1 serão plantadas: alface, salsinha, cenoura associada com Tagetes, melissa, abobrinha, brócolis, berinjela, coentro, espinafre, beterraba associada com Tagetes, couve-flor, camomila. No lado esquerdo, maracujá e lavanda. No lado direito, boldo. Em um dos outros lados, tomate e manjericão.
Estamos prevendo o transplante das mudas em meados de Fevereiro.

O cultivo de hortaliças na área 2 está previsto somente para meados de abril. Dessa forma, optamos pela adubação verde, com o plantio de feijão (Phaseolus vulgaris) que será incorporado ao solo no início da floração.

O preparo do solo

No dia 12/01/2015 iniciamos o preparo do solo, para implantação da horta. A área escolhida, próxima à casa e com aproximadamente 288 metros quadrados, estava coberta por vegetação rasteira, não identificada.Essa vegetação foi retirada, inicialmente, por roçadeira.




Paralelamente a estes cuidados iniciais, solicitamos a análise do solo, ao Engenheiro Agrônomo Jair Medeiro, especialista em Agricultura Orgânica. Foram encaminhadas, ao Instituto Brasileiro de Análises, quatro amostras de solo do sítio, recolhidas segundo orientações do Eng. Jair. A área onde será implantada a horta corresponde à amostra 250798. 

A análise dessa amostra revelou um pH ácido do solo (ph=5) e algumas deficiências minerais (Potássio, Manganês) e excesso de outros (Cobre), não compatíveis com o cultivo de hortaliças. Dessa forma, por sugestão do Eng. Jair, dentro dos princípios da Trofobiose (trofo=alimento e biose=existência de vida), no qual todo e qualquer ser vivo sobrevive se houver alimento adequado disponível, foram incorporados alguns produtos, a saber: farinha de osso, enxofre, borex, sulfato de manganês, cinzas, calcáreo dolomítico, sulfato de potássio, ecosil e matéria orgânica.

Esses produtos foram incorporados no momento em que o solo foi arado.







O solo foi coberto com vegetação seca (capim e folhas de bananeira), devendo ficar em descanso por um mês, até o transplante das mudas de hortaliças.