domingo, 25 de janeiro de 2015

Observação do solo e das sementeiras

No sábado (24/01) fizemos uma avaliação dos preparativos iniciais para implantação da horta, tanto do solo como das sementes que foram semeadas no dia 12/01.
O solo, apesar de estar em descanso, coberto por folhas secas, apresenta, em toda a sua extensão, uma erva daninha muito comum: a tiririca (Cyperus rotundus). Segundo a Embrapa, a tiririca pode reduzir a produção de hortaliças em até 90%. Dessa forma, o controle se faz necessário, mas sem a utilização de herbicidas. Optamos pelo controle mecânico de catação manual, já que a área inicial de plantio é pequena.
Em relação às sementes, consideramos que mais de 70% germinaram. Utilizamos para semeadura, recipientes que serviam de comedouros de coelhos (a criação de coelhos era a atividade do antigo proprietário do sítio). 
Observamos que, apesar da excelente germinação, as plantas se mostram estioladas. O estiolamento é um fenômeno que ocorre quando as sementes são submetidas a condições de baixa luminosidade. Os caules ficam longos e as folhas pequenas. Plantas estioladas apresentam clorose, não sintetizam clorofila. 
Esse fato ocorreu, pois ainda não temos um local adequado para as sementeiras. Os recipientes com as sementes foram deixados na varanda da casa, não recebendo luminosidade adequada. Precisamos providenciar sombrite e montar um local adequado para as sementes que irão ser cultivadas na área 2. Por enquanto, mudamos o local das sementeiras, na tentativa de recuperação dessas mudas.

Fotos das sementeiras com as plantas estioladas



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O projeto inicial

Em meados de Novembro/2014 demos início à estruturação do projeto inicial da horta orgânica. Tomamos como referência de estudo os manuais técnicos da Embrapa (Organização da propriedade no Sistema Orgânico de Produção e Manejo de Pragas em Hortaliças durante a Transição Agroecológica). Segundo esses manuais, "o termo agricultura orgânica está mais associado ao conceito de organismo agrícola do que ao uso de adubação orgânica....". Ressaltam também que "muitas correntes da agricultura orgânica advogam que devem ser estabelecidas ligações entre todas as formas de matéria e energia presentes na propriedade para se aproximar do equilíbrio do ambiente natural".
Sendo assim, nosso projeto está baseado em garantir a diversidade não só das espécies de hortaliças cultivadas, como também da paisagem. Pretendemos garantir essa diversidade cultivando, além das hortaliças, plantas ornamentais e medicinais.
Outro aspecto que foi observado consiste na própria estruturação da área de cultivo que, além dos canteiros, contará com cordões de entorno (sevem de abrigo para inimigos naturais de pragas); áreas de refúgio (preservação e atração de inimigos naturais de pragas) e áreas de pousio (garantem o "descanso" do solo). Está previsto também a rotação de culturas, na medida em que a horta for ampliada.
Serão cultivadas plantas aromáticas medicinais em alguns dos canteiros, visando proteger contra possíveis ataques de insetos. Em relação ao consorciamento de culturas, está previsto somente a associação de cenoura e beterraba com cravo-de-defunto (Tagetes sp). A ideia é aprofundar o estudo deste conceito, visando implementá-lo futuramente.
A área inicial a ser utilizada pela horta corresponde a 288 metros quadrados, divididos em duas áreas de 144 metros quadrados (área 1 e área 2). Ambas apresentarão 3,20 m de largura por 9,20 m de comprimento. Serão 12 canteiros de 0,80 m por 2,00 m. O espaçamento entre os canteiros será de 0,40 m


Na área 1 serão plantadas: alface, salsinha, cenoura associada com Tagetes, melissa, abobrinha, brócolis, berinjela, coentro, espinafre, beterraba associada com Tagetes, couve-flor, camomila. No lado esquerdo, maracujá e lavanda. No lado direito, boldo. Em um dos outros lados, tomate e manjericão.
Estamos prevendo o transplante das mudas em meados de Fevereiro.

O cultivo de hortaliças na área 2 está previsto somente para meados de abril. Dessa forma, optamos pela adubação verde, com o plantio de feijão (Phaseolus vulgaris) que será incorporado ao solo no início da floração.

O preparo do solo

No dia 12/01/2015 iniciamos o preparo do solo, para implantação da horta. A área escolhida, próxima à casa e com aproximadamente 288 metros quadrados, estava coberta por vegetação rasteira, não identificada.Essa vegetação foi retirada, inicialmente, por roçadeira.




Paralelamente a estes cuidados iniciais, solicitamos a análise do solo, ao Engenheiro Agrônomo Jair Medeiro, especialista em Agricultura Orgânica. Foram encaminhadas, ao Instituto Brasileiro de Análises, quatro amostras de solo do sítio, recolhidas segundo orientações do Eng. Jair. A área onde será implantada a horta corresponde à amostra 250798. 

A análise dessa amostra revelou um pH ácido do solo (ph=5) e algumas deficiências minerais (Potássio, Manganês) e excesso de outros (Cobre), não compatíveis com o cultivo de hortaliças. Dessa forma, por sugestão do Eng. Jair, dentro dos princípios da Trofobiose (trofo=alimento e biose=existência de vida), no qual todo e qualquer ser vivo sobrevive se houver alimento adequado disponível, foram incorporados alguns produtos, a saber: farinha de osso, enxofre, borex, sulfato de manganês, cinzas, calcáreo dolomítico, sulfato de potássio, ecosil e matéria orgânica.

Esses produtos foram incorporados no momento em que o solo foi arado.







O solo foi coberto com vegetação seca (capim e folhas de bananeira), devendo ficar em descanso por um mês, até o transplante das mudas de hortaliças.